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domingo, 3 de junho de 2012

Dedo-verde...


Antônio Carlos Carneiro, nascido em Jacareí em 05/07/1954, filho de Orlando Carneiro e Maria Thereza Doningues Carneiro.  É um autêntico “Piraquara”,  nome dado aos habitantes que vivem as margens do Rio Paraíba do Sul, pessoas que mantêm uma tradição cultural e ambiental das famílias ribeirinhas que por muitos anos  viveram  com o uso sustentável do rio.
“Seu Toninho”, com sua dedicação à criação e plantio de mudas ao mesmo tempo que nos remete a uma época em que o cuidado com a natureza fazia parte da cultura das pessoas, age da maneira que mais atende à necessidade “urgente” de diminuirmos a pegada ecológica, melhorando a capacidade de recuperação de nossas florestas.
A afetividade com que cuida de suas mudas é exemplar, ele não só ensina a plantar, mas age, planta e faz germinar sementes, no solo e na mente das pessoas, incentivando hábitos que beneficiam  todo o Planeta, o que rendeu a ele e a“Seu Vicente” o apelido carinhoso de “Dedo-verde”!
Queremos prestar uma homenagem à sua dedicação, mas de acordo com ele, a melhor homenagem que pode receber é ver germinar um pau-brasil, um jatobá, uma flor.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Pegada ecológica, dá para diminuir?

"Seu" Toninho Carneiro mostrando a árvore que plantou, um Jatobá.
Prof. Luiz reflorestando.
+
"Seu" Vicente Gabriel mostrando o resultado da horta orgânica.





















fonte: CAPA, Centro de apoio ao pequeno agricultor.









































Vamos primeiro tentar definir o que é pegada ecológica:
 É a quantidade de hectares necessária para suprir as necessidades de consumo de cada ser humano versus a capacidade de regeneração da Terra. A grosso modo, podemos imaginar uma pegada mesmo, que amassa a vegetação, como se para buscar alimentos pisoteássemos a terra, amassando os alimentos.
Em quanto tempo a vegetação se recuperaria?
A pegada ecológica do Brasil é maior que a média mundial e só não é maior ainda porque temos a maior capacidade de regeneração do Mundo, por conta de nossas florestas, é a biocapacidade.
E como podemos contribuir para diminuir esta pegada?
Escolhendo, por exemplo, carne produzida no sul do país no lugar de carne produzida mais ao norte, onde para criação de pastagens, ocorre forte desmatamento, pois sabemos que a agropecuária é a atividade que mais pressiona a pegada, por usar muito pasto e água.
Incentivando a cultura de hortas orgânicas, e os produtores orgânicos, incentivando hortas e  pomares de quintais, criando associações desses produtores. Nós da Guaranature temos nossa horta orgânica e faz a diferença!
Em Guararema o poder público está com um programa de incentivo aos produtores orgânicos que vai dar um resultado muito positivo.
Quando escolhemos consumir no comércio local, no lugar de deslocamentos para outras cidades em busca de produtos, estamos diminuindo a pegada ecológica.
Consumindo produtos da estação, atentando para a sazonalidade, como mostra o infográfico do Capa, que embora se refira a região sul do Rio Grande do Sul serve de referência.
Plantando, reflorestando, produzindo mudas e pressionando para que a mudança do nosso Código Florestal, traga reais benefícios aos pequenos agricultores, mas que mantenha a proteção às nossas matas.
Aliás é preciso ficar atento ao que pode acontecer com as matas ciliares dos rios, é fácil entender onde está o problema: Pode ser aprovado pelo Novo Código Florestal que as propriedades às margens dos rios tenham que manter a faixa de mata proporcional ao  tamanho destas propriedades, isto quer dizer que se tenho uma grande propriedade na beira de um rio, terei que manter uma faixa grande de proteção mas se forem várias propriedades pequenas, como condomínios, pequenos sítios, a faixa se reduz drasticamente, pondo em risco a saúde de nossos rios!
Vamos nos envolver? É nossa obrigação cidadã, devemos isso ao Mundo!