quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Crianças quilombolas, indígenas, do semiárido, sem-terra, do cerrado e da cidade grande....

encontraram-se de 6 a 8 de dezembro em Brasília para discutirem as mudanças climáticas.
O encontro chamou-se "Mudanças Climáticas: nossa vida está em jogo", e foi uma demonstração de extrema lucidez e inteligência de crianças entre 12 e 16 anos.
O endereço é:
Centro Cultural de Brasília

SGAN 601 - Módulo B - asa Norte, Brasília

Fone: (61) 3426-0400.


Enquanto isso no México...



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A COP 16...


Cop 16
O fórum Cop 16 em Cancún no México, que conta praticamente apenas com recursos da própria comunidade científica, anda devagar e não permite uma visão muito otimista. Avançamos, mas estamos longe de atingir metas que evitem uma tragédia Global!
Setores como o Congresso Americano, o governo Chinês e outros que lavam as mãos da discussão e de tomar atitudes, devem estar criando condomínios no espaço!
Os dinamarqueses Peter Madsen e o ex-colaborador da Nasa, Kristian Von Bengstson, estão construindo foguetes e pretendem mandar um homem ao espaço em cinco anos no projeto Copenhagen Suborbitals, eles brincam que o que extinguiu os dinossauros foi o fato deles não terem para onde ir!
Parece que estaremos em breve na mesma situação dos Dinos!
Bom, sem querer fazer piadas de mau gosto, com uma situação que é mais trágica do que cômica, deveríamos entrar efetivamente no século 21 e usar a informação científica com a clareza que não permitisse que esta fosse subjugada por interesses econômicos e políticos!
Para se ter uma ideia da gravidade da situação, o metano que pode ser liberado pelas geleiras que derretem, tem um efeito mais devastador com relação ao efeito estufa do que o CO2 com que tanto nos preocupamos!
Quem está fazendo o dever de casa é a sociedade civil. O povo brasileiro, por exemplo, que agora tem um poder de consumo maior deveria projetar o país como uma “Potência Ambiental”, afinal é nessa hora que ações exemplares podem fazer surgir os novos líderes da humanidade. Mas por aqui, ainda temos a discussão do Novo Código Florestal que parece andar pelos porões dos interesses inconsequentes!

Cascavel na Serra do Itapeti...

Ontem conseguimos livrar esta Crotalus de um atropelamento, ela atravessava lentamente a estrada do Beija-Flor, na Serra do Itapeti. A tocamos para mata, segundo antes de um carro passar, neste mesmo ponto, na semana passada, vimos duas pessoas matando uma cascavel deste tamanho.
Os guizos pequenos, ao contrário do que se pode concluir, indicam ser uma cobra mais velha, pois com a idade, os guizos terminais se perdem.
São responsáveis por apenas 8% dos acidentes ofídicos e são importantes no equilíbrio do ambiente.
O medo que os seres humanos têm por esses animais é tão grande que por vêzes é irracional! Os dois homens contemplavam a cobra morta, com facões na mão, esquecendo-se que estavam cometendo um crime ambiental e que aquela cena caracterizava um flagrante!
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Gambá, Saruê, Raposinha ( Didelphis marsupialis)...


Nem tudo é beleza na Natureza! Este que estava ontem dentro de uma lata de lixo, é um marsupial brasileiro conhecido como "gamba-da-orelha-preta". Eles que são onívoros, se adaptam bem à vida na cidade pela oferta de comida.
Seu nome na língua tupi-guarani, gã´bá ou guaambá, significa
peito oco, uma referência ao marsúpio, a bolsa que possui no ventre e onde seus filhotes que nascem incompletos, acabam de se desenvolver.
Quando no cio ou ameaçados, suas glândulas axilares
exalam um cheiro forte e ruim!
Chama atenção, sua cauda preênsil e a ausência de unhas nos polegares das pantas traseiras. Eles podem transmitir leptospirose pela urina e vermes pelas fezes!
São excelentes predadores de escorpiões!
Que bichinho interessante!
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Orquídea da Cidade...





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O orquidófilo Glauco Batalha apresenta:

ORQUÍDEA DA CIDADE

Cattleya Harrisoniana

Entre os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro de 2010 caiu uma forte chuva em Guararema. Uma das consequências do aguaceiro foi a interdição parcial da Rua João Barbosa Oliveira, especificamente na altura do Morro Branco, logo após a foz do Córrego Ipiranga.
Por força dessa interdição parte dos moradores da região precisou fazer um pequeno trajeto a pé ( pela rua João Ramos, hoje asfaltada), para se dirigir ao centro da cidade. E foi justamente em decorrência desses fatos que encontrei a
Orquídea da Cidade, classificada como Cattleya Harrisoniana.
Antes de entrar na ficha técnica da planta, cumpre uma observação de caráter geográfico.

Cattleya Harrisoniana e Cattleya Loddigesii
são plantas muito semelhantes com flores quase idênticas, tanto que até algumas décadas atrás a Harrisoniana era considerada variedade da Loddigesii. A primeira vista é fácil confundi-las.
O critério mais usual para distingui-las é a época da florada. O Inverno é época da florada da Loddigessi. Inclusive, também, há fotos da Loddigessi nesse site. E o Verão é a temporada da Harrisoniana.
Enfim, a característica marcante, que nos fez abrir esse parêntese, é que a Loddigessi é nativa da bacia do Tietê e a Harrisoniana, claro, da bacia do Paraíba do Sul.

Isso nos faz lembrar aquele conceito de captura fluvial, na qual nos ensinam os geógrafos que há um ponto em que um rio intercepta outro, essencialmente devido à sua forte erosão regressiva e ao seu declive acentuado. A erosão regressiva produz-se quando em qualquer secção do percurso longitudinal de um rio ocorre uma alteração do perfil de equilíbrio. Esta alteração pode ser devida a um aumento do caudal por razões climática ou um aumento da inclinação do leito devido a fenômenos tectônicos. Esta última razão é a que deve ter individualizado os Rios Tietê e Paraíba do Sul¹ .
Minha suposição é a de que essa movimentação geográfica isolou a população original em duas bacias hidrográficas distintas. O rebaixamento da bacia do Paraíba do Sul produziu uma mutação na respectiva população, a qual passou a florir no Verão.

Sobre a planta, propriamente dita, temos que as primeiras foram levadas para Liverpool, do Brasil pelo Sr. Harrison, que enviou para Bateman que enviou para Lindley, que descreveu a planta. Dois anos depois Bateman republicou a concepção, mas com o nome de C. Harrisoniana.
A C. Harrisoniana, é uma espécie brasileira que tem como habitat a região que vai da Serra do Japi, em São Paulo, seguindo pela parte baixa da Serra da Mantiqueira, mangues de quase toda a Baixada Fluminense até o litoral norte do Espírito Santo e altitudes entre 400 a 800 metros.
Descrição: A planta é bifoliada, com pseudobulbos de aproximadamente 25 a 30 cm de comprimento em média, as flores são emitidas no ápice do pseudobulbo protegidos por uma bráctea. Normalmente a floração é composta de 2 a 6 flores por haste floral de aproximadamente 8 a 10 cm de diâmetro, a flor tipo tem a cor rósea com o labelo amarelado.
E por que da cidade? Ora, ela está a pouco mais de 50 metros do “Pau-d´alho”...


¹Depois de uma série de alterações ocorridas ao longo da história do rio, a cabeceira ou nascente acabará por alcançar o ponto mais alto do interflúvio que serve de charneira a duas vertentes, uma para cada lado, e assim, devido ao recuo da cabeceira, interceptar outro rio, capturando-lhe a água e juntando assim ao seu traçado todo o troço situado a montante do curso interceptado. Diz-se que ocorreu captura. O troço a jusante do rio captado constitui um vale abandonado. Ver
http://www.infopedia.pt/$captura-fluvial


Texto de Glauco Batalha, orquidófilo.

Coruja Suindara, por Cris Eich...

Ouçam logo abaixo, a vocalização da Suindara, que provoca medo em muitas pessoas. Alguns acham que esta vocalização traz mau agouro. Na verdade este é um belo animal que canta assim para desviar a atenção de seu ninho, geralmente o casal se separa e começam a vocalizar escondido entre as folhagens, o que causa um ar misterioso e assustador!
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O canto da Suindara...

Muitas pessoas têm medo quando ouvem o canto desta coruja, mesmo porque elas cantam para afugentar ameaças ao seus ninhos em barrancos.

Noite de chuva...

Em meio a uma forte chuva, encontramos esta bela perereca. Ela tem manchas vermelhas nas pernas e estes desenhos em partes do corpo.
Longe da cidade ainda encontramos uma grande variedade, esta atravessava a estrada no bairro Serrote.
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Glauco Batalha e o olhar do Orquidófilo...

O olhar atento e sensível do nosso especialista em orquídeas vê detalhes que passam desapercebidos por muitos.
Alguém consegue ver do ponto de vista da rua, o que ele localizou?
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Localizou esta bela orquídea...

Em uma velha árvore, talvez uma das mais antigas da área urbana de Guararema, esta Cattleya.
Ele acredita ser uma Cattleya Harrisoniana e em breve vai dar maiores informações.
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